Cruzando fronteiras II: Do Brasil a Portugal, o manejo florestal em terras além-mar

Como parte da incursão ao velho continente, ocorrida no último mês de maio/2018, a Geplant Tecnologia Florestal visitou Portugal, país que detém 35% do seu território ocupados por florestas (segundo dados do Inventário Florestal Nacional de 2010) sendo, em sua maioria, plantações florestais.

O destaque vai para o Eucalyptus globulus, espécie que possui um dos mais elevados teores de celulose. Portugal possui aproximadamente 812 mil ha com plantações desta espécie destinados para produção de pasta celulósica. Além de E. globulus possuem também plantações de E. nitens, para o mesmo fim, Pinus pinaster (Pinheiro-Bravo) para produção de madeira serrada e extração de resina, Pinus pinea (Pinheiro-Manso) para produção de pinhão, Quercus suber (Sobreiro) manejados para a produção de cortiça e Quercus ilex (Azinheira) que produz as castanhas que são usadas na alimentação de porcos.

A primeira parada aconteceu no Instituto de Agronomia da Universidade de Lisboa (ISA), na cidade de Lisboa. Com mais de 160 anos de história no ensino de ciência agrárias é referência no país e serviu para contato com pesquisadores do Centro de Estudos Florestais (CEF).

Neste Centro está o grupo de investigação ForChange (www.isa.ulisboa.pt/cef/grupos-de-investigacao/forchange) liderado pela Prof.ª Dr.ª Margarida Tomé, que atua nas áreas de modelagem do crescimento, simuladores florestais e sistemas de suporte a decisão para otimização florestal. Em reunião com os professores Drª. Paula Soares, Dr. José Borges e a pesquisadora Drª. Susana Barreiro, foram abordados e discutidos temas como o uso do Modelo 3-PG para gestão florestal com ênfase no aprimoramento das simulações de desfolhas de plantações (para simulações dos impactos e danos causados por pragas/doenças desfolhadoras em plantações florestais) e a necessidade da geração de indicadores para valorização dos serviços ambientais das plantações, como a mitigação do risco de fogo, questões hídricas e estoques de carbono.

A parada seguinte se deu a 85 km ao norte de Lisboa, na cidade de Óbidos, onde tivemos a oportunidade de conhecer uma das unidades da empresa Altri Florestal (www.altri.pt), responsável pela gestão de cerca de 84 mil hectares de florestas plantadas que são usadas para abastecer suas três indústrias de celulose e uma indústria de geração de energia. Fomos recepcionados pelo Diretor de Planejamento e Desenvolvimento Luís Leal, que nos apresentou uma das unidades do viveiro (Viveiros do Furadouro).

Ao final da visita ao viveiro, o Engenheiro Florestal Luis Ferreira (Gestor de Projetos e responsável pela coordenação do inventário florestal) discorreu sobre os desafios para o segmento florestal em Portugal, dentre eles a necessidade de aumentar a autossuficiência em madeira, melhorando o desempenho das plantações, a garantia pela qualidade silvicultural e a preocupação com a proteção florestal que está relacionada à temas como incêndios florestais, estresse hídrico e o ataque de pragas.

Por fim, a Geplant apresentou seu projeto de desenvolvimento baseado em modelos de crescimento processuais para plantações florestais, o que  gerou ricas discussões com os membros da empresa, abrindo oportunidade para uma possível colaboração no futuro.

Nossa passagem pelo velho continente trouxe muito aprendizado e importantes conexões realizadas. Na busca por conhecimento e inovação, a Geplant fomenta o intercâmbio de ideias e informações em âmbito nacional e internacional. 

Publicado em 22 de junho de 2018

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