Gestão da Produtividade Florestal: Um novo olhar para um antigo desafio

Quanto este talhão irá produzir de madeira? Esta pergunta pode parecer trivial, porém o tema é bastante complexo e mobiliza grandes investimentos anuais na tentativa de esclarecê-la. Desde o início das atividades de nossa empresa, durante visitas à produtores e empresas florestais, grandes ou pequenas, do segmento A ou B, esta costuma ser uma das primeiras perguntas que nos é feita.

Como seres humanos somos naturalmente fascinados pelo futuro e, quase sem nos darmos conta, tentar prevê-lo é parte integrante de nossa rotina. Afinal, hoje mesmo você deve ter utilizado seu GPS para prever a melhor rota e o horário de chegada no trabalho, talvez tenha olhado seu aplicativo de previsão do tempo para checar a temperatura, ou até mesmo realizado movimentações em seu portfólio financeiro com base em novas previsões. De filósofos a financistas, as aplicações e implicações de boas previsões criam oportunidades e movimentam as notícias. No plano dos negócios, a previsibilidade (da produção, do retorno financeiro, das vendas, etc.) é indispensável para um bom planejamento e torna-se um fator crítico de sucesso.

No setor de florestas plantadas não é diferente. Curiosos e ansiosos pela consolidação do retorno do investimento após longos 6-7 anos (no mínimo), investidores, gestores, gerentes, pesquisadores e palpiteiros se arriscam a responder a mesma pergunta: “Quanto este talhão irá produzir de madeira?”. É quando entram em cena as variáveis que definem a produtividade, como tempo, clima, relevo, solo, planta (genética, fisiologia), silvicultura, manejo, pragas, doenças e, para dar um tempero de complexidade, todas as interações possíveis entre estes fatores.

Durante anos, resolver esta equação tem sido tarefa árdua atribuída principalmente aos Engenheiros(as) Florestais, que agora podem contar com a ajuda da tecnologia e da enorme disponibilidade de dados, poder de processamento e ferramentas analíticas para auxiliar no gerenciamento de ativos florestais em diferentes modelos de investimento.

Apesar desta crescente oferta de soluções tecnológicas com foco na transformação digital do campo, ainda existem poucas soluções operacionais específicas para o setor de florestas plantadas. Muitas empresas atuam no fornecimento de dados, mas poucas oferecem soluções integradoras que sintetizam estes volumes de dados em decisões para o negócio e seus stakeholders.

Dessa forma, a Geplant entendeu que existe a necessidade de se abordar a produtividade e a produção de uma forma estruturada, integrada e com um desafio importante: fazer com que o processo de gestão vá além da mensuração do estoque (inventário florestal) e que integre o entendimento dos fatores de produção, ações de melhoria no manejo, riscos futuros e indicadores de negócio.

Avaliamos ainda que, no cenário de revoluções tecnológicas que vivemos, é essencial aprimorar o perfil dos profissionais que atuam na cadeia produtiva da madeira, no sentido de ter uma visão integradora entre os processos florestais e as novas tecnologias, estando efetivamente preparados para transformar sua realidade com o que as tecnologias tem a oferecer, adaptando-se neste momento de intensas mudanças.
Essa visão gera valor ao capital intelectual e humano nas empresas e traz enormes benefícios para o setor.

Neste contexto, a Geplant vem desenvolvendo uma plataforma para Gestão da Produtividade Florestal, batizada de GPT (acrônimo de Gestão para Produtividade Total).
Essa plataforma atua em três frentes principais:

  • Medir para Gerenciar: Uma nova abordagem para o inventário florestal, que emprega o enorme potencial do sensoriamento remoto aliado a integração de dados dentro de modelos processuais robustos, trazendo economia e redução dos esforços de campo com ganhos em agilidade, resolução temporal e espacial.
  • Qualidade e Produtividade: Integra e pondera de forma racional os fatores de produção, para gerar indicadores de desempenho do manejo e do impacto climático, permitindo estabelecer estratégias para otimizar o uso de recursos e priorizar ações de melhoria no manejo.
  • Planejamento e Gestão de Riscos: Utiliza inteligência analítica, geográfica e metodologias robustas para trazer um novo conceito de projeção da produção e indicadores de negócio, com quantificação probabilística de riscos, sensibilidade às condições climáticas e indicadores de sustentabilidade, trazendo maior previsibilidade, transparência e poder de gestão de riscos futuros.

O grande diferencial da tecnologia GPT, para a Gestão da Produtividade, está na convergência de tecnologias e na incorporação das dimensões econômica, ambiental e humana associadas à proposta de valor. Com esta plataforma de serviços, pretendemos atender não só as demandas dos segmentos de clientes, mas também causar um impacto positivo em toda cadeia de valores, alinhando empresas e profissionais aos desafios do futuro e às expectativas de consumo e do consumidor.

Nas próximas semanas iremos trazer mais detalhes de cada uma das soluções da plataforma GPT.
Para mais informações, entre em contato conosco.

Publicado em 7 de agosto de 2019

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Fotografia por Daniel Carvalho